Olá, esta página tem um objectivo muito simples. Nela comento os meus livros de xadrez.
  "martinus" é o meu username no clube de xadrez online (FICS). Como breve apresentação posso dizer que sou um xadrezista amador, português, a terminar a minha década de trinta, e com uma força elo pouco acima dos 2000 pontos. É também de notar, uma informação com interesse no contexto desta página, é que comprei o meu primeiro livro de xadrez em finais dos anos setenta do século passado.
  Depois desta breve apresentação devo acrescentar que se não completo a minha identificação, com fotografia, nome, morada, etc, é porque aqui a vedeta são os meus livros e não eu; e por outro lado não pretendo vir a encontrar uma multidão à porta de casa a tentar que eu empreste ou ofereça os meus livros, ou algo assim...
  A ideia de criar esta página surgiu porque o assunto é um dos meus temas de conversa preferidos no referido clube de xadrez online, e esta página pode servir como referência para os meus interlocutores; também porque agora frequento menos esse local ela também serve de recordação; por outro lado, acho alguma graça em escrever para a internet.
  Vai encontrar poucos livros de iniciação e nenhuns livros verdadeiramente maus. Os de iniciação que tive, já os ofereci quase todos a quem lhes podia dar utilidade, e os verdadeiramente maus foram para o caixote do lixo, dois ou três que comprei por engano. Também vai ver que a página se orienta fundamentalmente para os livros clássicos e o xadrez clássico.
  A página contém a lista completa dos meus livros de xadrez, no total de 68. Apresento as referências bibliográficas dos meus livros por ordem autor-data e estas são acompanhadas dos meus comentários livres. Tudo isto demonstra somente o prazer que tenho em falar sobre os meus livros, não tenho nenhum interesse nem nenhuma ligação comercial ou económica a este particular mercado livreiro, nem o tem esta página. Boa leitura!

Veja também martinus comenta os programas de xadrez para macintosh.

AAGAARD, Jacob (2000). Dutch Stonewall. Everyman Chess, London.
Um livro útil para apreciadores deste sistema de defesa. Um livro mais orientado para a análise das diferentes estruturas típicas deste sistema e os diferentes planos envolvidos do que para a enunciação de sequências de movimentos de abertura. O livro tem uma longa introdução com bastante interesse onde são acompanhadas partidas emblemáticas ao longo da história deste sistema, o autor explica as ideias e os planos desta abertura. Depois há várias partidas modernas que aparecem comentadas para um desenvolvimento mais pormenorizado dos sistemas mais correntes na actualidade. Um livro útil e ideal para quem já tem alguma prática com este sistema e pretende aprofundar a sua compreensão do mesmo; e para quem já possui uma outra fonte de referência que aborde com segurança as questões relativas às sequências laterais à Stonewall e às transposições, para que não corra o risco de se perder (a si e ao jogo) numa qualquer variante ou sistema lateral. 160 páginas.

ALEKHINE, Alexander A. & WINTER, Edward G. (1980). 107 great chess battles: 1939-1945. Dover Publications, New York.
Um livro com 107 partidas comentadas, em comentários algo rápidos mas agradáveis de acompanhar. 107 partidas cheias de vivacidade e energia. Nem todas as partidas são jogadas por ele, mas são todas comentadas por ele. Aparentemente os jogos foram compilados por Edward Winter por entre os diversos livros publicados por Alekhine na Espanha dos anos 40, contendo partidas comentadas por Alekhine; o compilador não é mais específico do que isto quanto à proveniência dos jogos que compilou, mas ao que tudo indica eles foram retirados essencialmente de dois livros: "Gran Ajedrez" e "Legado!". Edward Winter seleccionou os 107 jogos, traduziu as anotações e editou o livro. 256 páginas.

ALEKHINE, Alexander A. (1985). My best games of chess, 1908-1937. Dover Publications, New York.
Um super-clássico. Esta edição junta os dois volumes das melhores partidas de Alekhine comentadas por ele, e encadernados num só volume. As partidas estão comentadas ao melhor nível de Alekhine. São de facto jogos impressionantes, especialmente do ponto de vista táctico, mas os comentários sobre os aspectos posicionais, as aberturas e os finais de partida estão também de grande nível. 267+285=552 páginas.

ALEKHINE, Alexander A. (1986). Gran Ajedrez. Fundamentos/Aguilera, Madrid.
Neste livro Alekhine comenta partidas suas e de outros jogadores. Alegadamente o livro foi composto a partir de um conjunto numeroso de cadernos pessoais onde Alekhine anotava e comentava partidas, como resultado das suas análises. Trata-se essencialmente de uma colecção de partidas cuidadosamente analisadas e acompanhadas de notas e comentários umas vezes rápidos (ou mesmo simples anotações com os símbolos "!", "?", "!!", etc) e outras mais detalhados. Do conjunto desta colecção de cem partidas, destacam-se os jogos das Olimpíadas de 1939 em Buenos Aires, na Argentina e os jogos dos maiores torneios realizados na Alemanha e nos países que esta anexou durante a 2ª Grande Guerra. Um conjunto de partidas seleccionadas ao gosto de Alekhine, e por isso muitas não tendo sido jogadas por ele, quase poderiam ter sido, pelo dinamismo das posições e pela ambição do jogo de ataque. Aparentemente o que distingue as partidas com comentários mais detalhados é o interesse que o analista lhes devotou. Uma colecção com muito valor. O livro pode ser adquirido em Espanha a um preço muito acessível. Muito recomendável. Pode ser útil a qualquer nível, mas especialmente a um nível intermédio e avançado. 216 páginas.

ANSUR, Alfredo (1926). O Jogo Real. Parceria António Maria Pereira (Livraria Editora), Lisboa.
Um livro mítico no panorama do xadrez lusitano. E raro... a acreditar nos catálogos on-line, ele não consta em nenhuma biblioteca institucional, nem mesmo na Biblioteca Nacional em Lisboa. Existem alguns exemplares em bibliotecas privadas de aficionados, e nem devem ser muitos exemplares, talvez uns dez, dificilmente tantos. Encontrei este exemplar muito maltratado pelo tempo e o uso numa livraria alfarrabista do Porto na Primavera de 1998, sem capas e com as bordas das folhas enfraquecidas. Comprei-o pelo dinheiro que me pediram, 1500$00 escudos; depois foi dar-lhe uma segunda vida... Tipografia, folhas aparadas na guilhotina, capa dura de cor verde escuro, e título em letras douradas embutidas na capa e na lombada, o autor haveria de gostar, se o visse... O que se pode dizer sobre este livro? Tem a história do xadrez, as regras, a cultura do jogo, tudo escrito por alguém com uma erudição tão vasta que hoje está fora de moda; partidas comentadas, jogadas por portugueses entre 1870 e 1920, por correspondência, e principalmente nos cafés de Lisboa. Os grandes xadrezistas portugueses da época, narrados por alguém que fez parte do grupo, com orgulho. Algumas partidas de mestres estrangeiros. E muita informação sobre a cultura do xadrez, os livros, a história. Infelizmente parece que quem me lê não vai poder ir a uma biblioteca portuguesa e consultar o livro. Como costuma acontecer nestes casos, talvez no estrangeiro... 384 páginas.

AVERBACH, Y. (1972). Finales de Alfil y de Caballo. Ediciones Martinez Roca, Barcelona.
Este livro acaba por ser a edição e encadernação conjunta de duas monografias sobre os finais: a primeira sobre finais de bispos e a segunda sobre finais de cavalos. Isto acaba por ter uma vantagem e um inconveniente: a vantagem é que se obtem duas monografias de elevada especialização num só volume, e o inconveniente é que não há neste livro nenhum posição de final com bispos e cavalos no tabuleiro, pelo que o título do livro acaba por ser um pouco enganoso. De qualquer modo, as duas monografias que o livro contém estão ao nível do melhor, não é por acaso que o autor é considerado um dos melhores especialistas de finais de sempre. 236 páginas.

BELJAVSKY, Alexander & KARPOV, Anatoly (1995). La Defensa Caro-Kann con Blancas y Negras. Zugarto Ediciones, Madrid.
Uma monografia de aberturas com uma estrutura original. É como se fossem dois livros, com dois autores diferentes, encadernados num só. Primeiro Beljavsky analisa a Caro-Kann na perspectiva de quem joga de brancas, e depois Karpov analisa na perspectiva de quem joga de pretas. Considerando que ambos são reputados especialistas desta abertura, desde o respectivo lado do tabuleiro, este livro acaba por resultar muito bem. Ambos analisam com base em partidas jogadas por eles, e algumas por outros. A encadernação e desenho do livro é também de grande qualidade. 271 páginas.

BJELICA, D. (1993). Alexander Alekhine. Zugarto Ediciones, Madrid.
Creio que esta foi a primeira colecção de partidas de Alekhine que eu adquiri. Por isso, apesar de as partidas estarem anotadas de uma forma muito ligeira (à excepção de seis delas que na parte final do livro, são as únicas que estão verdadeiramente comentadas), foi neste livro que vi uma boa parte desses jogos, e encontrei algumas das pérolas em que uma colecção de jogos de Alekhine é sempre rica. Além das partidas o livro também contém um conjunto algo sortido de dados biográficos e algumas fotos; tudo não muito organizado, mas com interesse. O livro tem um grande número de diagramas e está impresso com grande nitidez e num papel agradável. O que eu pessoalmente não aprecio muito é o desenho da capa, feita com moldura a negro e uma fotografia de Alekhine com o sobrolho muito carregado, o que dá à capa um ar algo taciturno e pesado. Mesmo assim, as partidas, as fotos e as histórias narradas dão a este livro um valor apreciável e tornam-no num elemento estimado da minha colecção. 204 páginas.

BOTVINNIK, M. M. (1960). One Hundred Selected Games. Dover Publications, New York.
100 partidas do campeão comentadas por ele próprio, em análises de grande profundidade. As partidas são precedidas de uma introdução, de uma breve nota biográfica e de um ensaio de 18 páginas sobre "A escola de xadrez russa e soviética". Ainda não tive oportunidade de ver um número significativo de partidas, mas pelo que já vi, os comentários parecem-me ao nível do melhor. 270 páginas.

BRONSTEIN, D. (1984). El Ajedrez de Torneo [Zurich 1953 candidatos]. Fundamentos/Aguilera, Madrid.
Grande categoria, justamente considerado um dos dois ou três melhores livros de torneio de sempre. Especialmente interessante para desenvolver o jogo posicional. As 210 partidas do torneio são comentadas com grande inspiração. Um livro com elevado valor instrutivo para jogadores médios ou avançados. Ainda para mais é um livro ainda se deve conseguir comprar muito barato, considerando o seu valor instrutivo e recreativo. 541 páginas.

BRONSTEIN, David & FÜRSTENBERG, Tom (1997). Aprendiz de Brujo. Editorial Paidotribo, Barcelona.
Um livro biográfico com imensas partidas comentadas. Notas muito interessantes e polémicas sobre o velho xadrez soviético. Algumas fotos; mas principalmente muitas partidas de Bronstein, umas detalhadamente comentadas e outras somente com breves anotações. As partidas que foram seleccionadas para análise detalhada são de facto notáveis; nelas é exibido um estilo táctico original de movimentos surpreendentes. 446 páginas.

CANAL, Esteban (1992). Strategia di Avamposti. Messaggerie Scacchistiche, Brescia.
O autor analisa 50 das suas melhores partidas, comentadas na perspectiva de uma estratégia de domínio de postos avançados para instalação das peças. Um livro com muita originalidade. 141 páginas.

CHERECHEVSKI, Mikhaïl (1993). La Stratégie dans les Finales. Editions Grasset-Fasquelle, Paris.
Um livro muito bem escrito sobre finais. Aqui a atenção recai especialmente sobre as ideias fundamentais que devem orientar o xadrezista nesta fase do jogo, isto é, a planificação nos finais. Para jogadores avançados e experientes. 204 páginas.

CHERNEV, Irving (1969). Practical Chess Endings. Dover Publications, New York.
Um livro de finais um pouco diferente daquilo que o seu título faz supor. Cada página tem uma posição, que depois é analisada; as posições são fundamentalmente de finais artísticos (estudos e composições) assinados por vários autores. As composições são as de tipo mais clássico, correspondentes aos grandes nomes desta arte. Assim o título do livro acaba por ser algo enganoso, porque o título é igual ao dos manuais de finais de Pachman e Keres, mas aqui o que se obtém é bastante diferente. No entanto o livro tem virtudes: os estudos apresentados estão entre os melhores e muito bem seleccionados, e o livro tem boa organização, com as composições apresentadas de acordo com a organização que se espera de um livro de finais; primeiro os finais de peões, etc. O livro apresenta 300 composições, cada uma com um diagrama e as respectivas análises ocupando uma página; tem depois mais algumas páginas com índices, introdução, etc. 318 páginas.

EVANS, Larry (1994). New Ideas in Chess. Dover Publications, New York.
Um livro diferente do resto da colecção. É um livro que dá conselhos simples para serem seguidos com respeito. Depois de uma introdução sobre a história e a teoria do xadrez, entra na fase dos conselhos, que são as regras de ouro do xadrez, e então cada página é dedicada a uma dessas regras, que vem enunciada no título e depois tem uma partida ou posição ilustrativa comentada para ilustrar melhor a regra. As regras são simples de fixar. E depois entre os amadores é tão fácil ver alguém estragar a posição por ter "esquecido" uma destas simples regras... De que tipo são essas regras e orientações? Pois então aqui vão alguns exemplos: Os peões devem comer em direcção ao centro; a melhor maneira de refutar um sacrifício é aceitando-o; os peões passados devem ser avançados; no meio jogo uma peça é melhor que três peões, mas no final é ao contrário; a um ataque na ala deve-se responder com um contra-ataque no centro; etc, etc. São muitos, muitos conselhos que vale a pena ler com atenção e fixar. Comprei-o quase por acaso, mas agora era capaz de o voltar a comprar se o perdesse. Bem escrito e agradável visualmente. Aconselhável para jogadores de nível intermédio. 185 páginas.

FERREIRA, António & SAMPAIO, Pedro Paulo (1990). A Abertura Portuguesa 1.e4 e5 2.Bb5. Editorial Caminho, Lisboa.
O único livro sobre a Abertura Portuguesa em todo o mundo; uma abertura nova, criativa e excitante. O livro está muito bem concebido e organizado. Livro absolutamente obrigatório para quem quiser jogar esta abertura. Simplesmente o livro já data de 1990 e precisa de ser actualizado. Jogaram-se a maior parte das partidas com esta abertura desde 1990; hoje os computadores são muito mais fortes e as bases de dados mais extensas e versáteis o que permitiria actualizar este livro reforçando as variantes e analisando a abertura com maior extensão e profundidade. Este livro merecia claramente uma actualização e uma edição em língua inglesa. 152 páginas.

FISCHER, Robert (s. d.). Mis 60 Mejores Partidas. Editorial Fundamentos, Madrid.
O famoso livro de Robert Fischer. As partidas analisadas são de facto tremendas. O livro tem um número incontável de adoradores. No entanto não é um dos meus livros favoritos, as partidas são muito complexas e os comentários estão ao mesmo nível dos jogos: análises muito complexas mas onde facilmente a essência das posições analisadas escapa ao olhar dos amadores. 290 páginas.

FRANKE, Heribert (1986). Damenbauerspiele: Eröffnungssysteme für Weist - Ausgleichsvarianten und Gegenspiel des Schwarzen. Franckh'sche Verlagshandlung, Sttutgart.
Um livro dedicado às aberturas do peão de dama, com particular detalhe no Ataque Torre e na Abertura Trompowsky. Livro que me foi oferecido pelo Herr Maeck, tem devido a isso um valor acrescido. 112 páginas.

GIFFARD, Nicolas & BIÉNABE, Alain (1993). Le Guide des Échecs. Robert Laffont, Paris.
Com as suas 1591 páginas, este pode até ser o mais volumoso livro de xadrez de sempre, publicado num único tomo. Há aqui muita informação sobre o xadrez, o livro é generalista e começa por ensinar as regras do jogo, depois há quase tudo: aberturas, meio-jogo, finais, partidas comentadas, uma história do xadrez de muito boa qualidade e volumosa, ilustrada com partidas comentadas e diagramas, um dicionário dos melhores jogadores com partidas ilustrativas, etc. A segunda metade do livro é dedicada ao problemismo, há aí estudos e problemas de todos os tipos, e também um dicionário de problemistas. Um livro que tem de tudo, e é tão volumoso, que nem é "um pouco de tudo", é muito mais que isso, senão vejamos: tem "algumas" partidas miniatura comentadas (são 99 partidas); tem uma "pequena" secção dedicada ao conjunto das aberturas (são 133 páginas); tem uma "síntese" da história e evolução do xadrez (a qual ocupa 326 páginas); no fim de contas é como diversos livros encadernados num só. Num livro destes há uma questão quase absurda: "O que falta neste livro?", mas neste caso é possível responder: sente-se a ausência do xadrez por correspondência, ao qual são feitas apenas breves referências, além da inclusão de algumas partidas avulsas. Numa avaliação geral, o livro pode ser considerado como uma espécie de arca-de-noé do xadrezista, uma pérola para o amador da cultura do xadrez. 1591 páginas.

GRIFFITHS, P. C. (1992). Exploring the endgame. Macon, Georgia: USA.
Cinquenta e quatro finais tirados de partidas reais (apresentadas completas) e que são analisados aprofundadamente. Finais difíceis, posições complexas, ideias profundas. Recompilação de uma publicação anterior numa revista da especialidade. 220 páginas.

GRIVAINIS, Kon (2001). Juegue y Gane al Ajedrez por Correspondencia: Cómo vencer a las bases de datos. Editorial Paidotribo, Barcelona.
O autor conta como venceu o campeonato mundial por correspondência organizado pela WCCF, através da análise das suas partidas. O autor diz que não utilizou nem bases de dados nem programa de jogo... Pelo caminho apresenta diversos elementos autobiográficos e outras partidas suas são analisadas. O livro vinha acompanhado por um CD-ROM que se revelou praticamente inútil num computador macintosh... e não tinha que ser assim. 120 páginas.

GUIK, Ievgueni (1999). Xadrez e Computadores. Campo de Letras, Porto.
Um pouco de tudo sobre o tema: os computadores jogam entre si, contra humanos, analisam posições, jogos, etc. Inclui as partidas mais importantes de Kasparov contra computadores, a história da evolução do jogo dos computadores. Quanto à apresentação do trabalho, a capa é bonita, mas depois surgem problemas: nem sempre é fácil saber onde e em que data as partidas foram jogadas, e por vezes a exposição do tema não está muito bem organizada; também a impressão não está ao melhor nível porque as letras sendo claras e finas fazem um contraste insuficiente com a cor do papel, que não é exactamente branca. 205 páginas.

HARDING, T. D. (ed.) (1979). The Games of the World Correspondence Chess Championships I-VII. Batsford Limited, London.
Livro com capa dura e sobrecapa, impressão e encadernação de grande categoria. Todos os jogos dos primeiros sete campeonatos mundiais de xadrez por correspondência, fases preliminares e finais, a maioria deles com breves anotações pelos próprios jogadores. Mais de 700 jogos, 191 diagramas. 191 páginas.

HELMS, Hermann & ALEKHINE, Alexander (1924). The book of the New York international chess tournament, 1924. The American chess bulletin, New York.
Um livro muito especial. As 110 partidas do grande torneio todas comentadas por Alekhine, que adiciona ainda um estudo sobre as aberturas utilizadas no torneio, mais fotografias, tabelas de progressão, etc. Os comentários de Alekhine neste livro são dos melhores e mais pormenorizados que ele produziu. 272 páginas.

KARPOV, Anatoli (1993). Cómo Jugar las Aperturas Semicerradas. Zugarto Ediciones, Madrid.
Karpov trata cinco aberturas fechadas (Índia de Dama, Grunfeld, Índia de Rei, Nimzoíndia e Holandesa) através da análise de 32 partidas, das quais ele participou em 18. As análises são mais detalhadas na abertura, mas vão até ao final do jogo. Os comentários são algo "secos". O livro é vendido como um livro de aberturas, mas eu mais rapidamente o consideraria como um livro de partidas comentadas por Anatoly Karpov. 212 páginas.

KERES, Paul (1997). Finales Practicos. 3ª ed., Editorial Fundamentos, Madrid.
Um manual de finais de partida para leitura e consulta. Do mesmo género do manual de Ludek Pachman que também está nesta colecção, mas este é algo mais avançado e também um pouco mais completo; parece destinado a jogadores um pouco mais fortes e com mais prática de finais. As análises são exaustivas e de grande qualidade. O estilo é pedagógico e bastante agradável. O capítulo dedicado aos finais de torre é muito completo e bem estruturado. O livro é perfeito, no entanto como já se sabe os finais são um tema difícil. Será necessário tempo e dedicação para aproveitar verdadeiramente este livro. 345 páginas.

KOSTEN, Tony (1995). The Latvian Gambit. Batsford, London.
Um livro muito sólido sobre um sistema de abertura dos mais complexos, e seguramente dos mais frágeis. O Gambito Letão parece ser mais adequado para o jogo por correspondência (onde até é jogado com alguma frequência), do que para xadrez directo onde à mais pequena falha de memória e com um lance incorrecto o jogo das pretas rapidamente se desmorona. Mas por correspondência este sistema parece perfeitamente jogável, e aí um livro como este faz a diferença. Eu pessoalmente fico muito bem impressionado com a solidez e a elegância com que está elaborado todo o livro. 144 páginas.

KOTOV, A. & IOUDOVITCH, M. (1959). L'École d'Échecs Soviétique. Editions en Langues Etrangeres, Moscou.
Um livro bonito, interessante e pitoresco. Bem encadernado com fotos da época a preto-e-branco, dos jogadores em poses solenes frente ao tabuleiro, ou com um sentido intimista, fotos de grande qualidade, as melhores deles, quase sempre. Com partidas seleccionadas dos grandes campeões, acompanhadas de comentários e algumas notas biográficas. Depois toda aquela teoria algo duvidosa, sobre as características do xadrez da Escola Russa-Soviética, e a propaganda soviética associada ao livro, dão-lhe hoje um colorido pitoresco que só as relíquias têm. 351 páginas.

KOTOV, A. (1985). Piense Como un Gran Maestro. Fundamentos/Aguilera, Madrid.
Uma teoria complicada sobre metodologias de análise de posições (qualquer coisa como árvores de análise), com base em posições igualmente complicadas. As posições são interessantes, e algumas são até terríveis em termos de confusão táctica. O capítulo sobre os finais está muito bem escrito e tem uma teorização interessante para o estabelecimento de um plano no final. 187 páginas.

KOTRONIAS, Vassilios (1994). Beating the Caro-Kann. Batsford, London.
O livro está escrito na perspectiva das brancas (como o título indica), e trata exclusivamente da variante do avanço (1. e4 c6 2. d4 d5 3. e5). É já um livro clássico sobre a variante do avanço na Caro-Kann. 112 páginas.

KROGIUS, N. V. (1991). El Ajedrez Paso a Paso: Curso general de Ajedrez. Zugarto Ediciones, Madrid.
Um curso completo e generalista de xadrez pensado para jogadores principiantes, mas também muito recomendável para amadores de força média. Bem organizado e com boa exposição dos temas e das ideias fundamentais. 268 páginas.

LASKER, Edward (1969). Chess Secrets I Learned From the Masters. Dover Publications, New York.
Uma autobiografia xadrezística. Esse conceito resulta bem neste livro. O autor conta os seus encontros e as suas histórias sobre os mestres que conheceu. Também apresenta e comenta as partidas mais marcantes da sua carreira. Como aliciante o livro contém ainda desenhos originais dos mestres de quem ele fala e com os quais conviveu. 428 páginas.

LASKER, Emanuel (1971). El Sentido Común en Ajedrez. Ediciones Martinez Roca, Barcelona.
Resumo de doze conferências proferidas em Londres no ano de 1895. O tom das conferências é destinado a cavalheiros pouco experimentados no jogo. Por isso apesar do livro ser uma espécie de relíquia histórica ainda pode ser útil para principiantes. Os temas estão bem explicados e o tom geral das conferências é bastante agradável e descontraído. 133 páginas.

LANE, Gary (1995). Blackmar-Diemer Gambit. Batsford, London.
Um trabalho muito bem apresentado e organizado como é costume nesta editora. Um dos trabalhos de referência neste sistema de abertura. 128 páginas.

LÖWENFISCH, G. & SMYSLOW, W. (1972). Teoria de Finales de Torre. Ediciones Martinez Roca, Barcelona.
Um manual clássico sobre os finais de torre, muito completo, bem detalhado e explicado; com elevado valor de consulta e de aprendizagem. Uma obra-prima dentro da especialidade. 196 páginas.

MAIZELIS, J. (1969). Finales de peones. Ediciones Martinez Roca, Barcelona.
Deve ser o livro mais completo e especializado que existe sobre finais de peões. Também deve ser um dos livros de xadrez de leitura mais inacessível, em especial o seu capítulo sobre a teoria das casa conjugadas. Um livro que se situa algo entre uma enciclopédia de finais de peões e um tratado filosófico-esotérico sobre finais de peões. 275 páginas.

MARKL, Dagoberto L. (2001). Xeque-Mate no Estoril: A Morte de Alekhine. Campo de Letras, Porto.
Os últimos meses da vida de Alekhine, narrados por um verdadeiro especialista. O livro tem um tom algo romanceado, mas os dados históricos são sólidos e bem documentados. Apresenta também um número considerável de partidas de Alekhine jogadas em Portugal, com análises. Mais uma vez fica provado o acerto de Paul Veyne ao declarar que "A História é um romance verdadeiro". 238 páginas.

MATANOVIC, Aleksandar (1996). Enciklopedija Sahovskih Otvaranja - A. 2ª edição, Sahovski Informator, Beograd.
Primeiro volume da famosa Enciclopédia de Aberturas jugoslava em cinco volumes, trabalho que nem necessita de apresentação. Apesar de que hoje está em concorrência directa com as bases de dados de partidas, mesmo assim continua a ter valor de utilidade, embora que claramente mais moderado. O seu volume maciço, a encadernação luxuosa, mas moderna, e o aspecto altamente técnico do conteúdo dão a estes livros um ar de grande respeito. 543 páginas.

MATANOVIC, Aleksandar (1984). Enciklopedija Sahovskih Otvaranja - B. 2ª edição, Sahovski Informator, Beograd.
O mesmo comentário do primeiro volume. 502 páginas.

MATANOVIC, Aleksandar (1981). Enciklopedija Sahovskih Otvaranja - C. Sahovski Informator, Beograd.
O mesmo comentário do primeiro volume. 487 páginas.

MEDNIS, Edmar (1983). De la Apertura al Final. Ediciones Martinez Roca, Barcelona.
O autor pega em algumas variantes da moda de algumas aberturas centrais e analisa-as pelo final adentro. Com interesse para quem joga essas variantes, ou simplesmente para quem quer estudar finais que surgem a partir de estruturas credíveis, com valor prático. 157 páginas.

MEDNIS, Edmar (1998). Practical Endgame Tips. Cadogan Books, London.
Posições de finais analisadas, com um elevado carácter lúdico, o que é raro num livro de finais. 144 páginas.

MORÁN, Pablo (1974). Los campeonatos del Mundo: de Steinitz a Alekhine. Ediciones Martinez Roca, Barcelona.
Todas as partidas dos encontros finais dos campeonatos do mundo desde o Steinitz-Zukertort de 1886 até ao Alekhine-Euwe de 1937. Cada encontro tem um um texto introdutório e depois cada partida do encontro tem um diagrama com a posição critica e com algumas breves anotações sem texto, usando símbolos e linhas alternativas. 222 páginas.

MÜLLER, Hans (1971). El Ataque y la Defensa. Ediciones Martinez Roca, Barcelona.
Trata-se fundamentalmente de um livro de táctica onde são apresentadas as situações tácticas mais típicas integradas no contexto das partidas onde elas ocorreram. 171 páginas.

NIMZOWITSCH, Aaron (1997). Mi Sistema. 11ª ed., Editorial Fundamentos, Madrid.
Um clássico do jogo posicional e do pensamento estratégico. Um dos livros sempre mais recomendados. Um livro que fica bem numa colecção que valoriza os grandes clássicos. 302 páginas.

NIMZOWITSCH, Aaron (1995). Pratique de Mon Système. Éditions Payot, Paris.
A demonstração dos elementos teóricos que compõem o livro "O Meu Sistema", através da analise de cento e oito partidas de Nimzowitsch, por ele mesmo. 278 páginas.

NEISHTADT, Yakov (1990). Sacrificios de Dama. Ediciones Eseuve, Madrid.
Uma colecção impressionante de sacrifícios e combinações que ocorreram em partidas reais e onde a dama é sacrificada para obter vantagem maior. 223 páginas.

NUNN, John & BURGESS, Graham & GALLAGHER, Joe (1999). Nunn's Chess Openings. Everyman Publishers, London.
Uma fonte de referência muito sólida. Funciona como uma enciclopédia de aberturas bastante menos volumosa e completa que a famosa "jugoslava" mas em compensação, mais actualizada e mais fiável. 544 páginas.

PACHMAN, Ludek (1972). Estrategia Moderna en Ajedrez. Ediciones Martinez Roca, Barcelona.
Um dos meus livros preferidos. Sem dúvida aquele que mais tenho recomendado. Não tem a profundidade filosófica e analítica do "Meu Sistema", mas é muito mais fácil de ler e seguir. Este livro pode fazer muito por um entusiasta de força média. 289 páginas.

PACHMAN, Ludek (1972). Táctica Moderna en Ajedrez. Tomo I. Ediciones Martinez Roca, Barcelona.
Dois volumes de táctica, com os temas tácticos bem organizados em diferentes capítulos. Um trabalho cuidado e com boas análises. Trabalho detalhado publicado em dois volumes. 310 páginas.

PACHMAN, Ludek (1972). Táctica Moderna en Ajedrez. Tomo II. Ediciones Martinez Roca, Barcelona.
Continua a matéria tratada no volume primeiro. 300 páginas.

PACHMAN, Ludek (1981). Fundamentos do Xadrez - Finais. Editorial Presença, Lisboa.
O manual de finais generalista de Pachman, numa edição portuguesa bem apresentada. LIvro de grande valor para o xadrezísta médio ou avançado. Com o reconhecido valor pedagógico de Pachman. 278 páginas.

PACHMAN, Ludek (1986). Aperturas Semi-Abiertas. Ediciones Martinez Roca, Barcelona.
No estilo sóbrio, detalhado e muito bem organizado dos livros de aberturas de Pachman. O conteúdo está já claramente desactualizado, mas como se costuma dizer, são sempre as variantes esquecidas as mais eficazes. 346 páginas.

PACHMAN, Ludek (1988). Aperturas Cerradas. Ediciones Martinez Roca, Barcelona.
Exactamente o mesmo comentário que para o livro anterior. Aqui com um volume bastante completo, maciço, e com uma bonita encadernação escarlate. 458 páginas.

PACHMAN, Ludek (1995). El Gambito de Dama Vol. 1. Ediciones Martinez Roca, Barcelona.
Numa edição mais recente do que os dois volumes anteriores, e portanto mais actualizada, aqui temos uma monografia sobre o Gambito de Dama em dois volumes. 198 páginas.

PACHMAN, Ludek (1996). El Gambito de Dama Vol. 2. Ediciones Martinez Roca, Barcelona.
Continuação do volume anterior. 248 páginas.

POLGÁR, László (1994). Chess: Training in 5333+1 positions. Konemann, Köln.
Um livro que se usa para treinar a visão táctica e o cálculo mental. A sua vantagem sobre outro tipo de exercícios tácticos até disponíveis na internet para descarregar em formato .pgn é que aqui os exercícios estão organizados por ordem crescente de dificuldade. Quase 5500 exercícios tácticos ordenados por dificuldade crescente mostra um cuidado extremo na ordenação e só por si faz com que fique à frente de todos os exercícios avulsos e salteados. O volume é maciço, são mais de 1104 páginas em formato A4. O livro essencialmente contém os 5333+1 diagramas com as posições para resolver, que devem ser solucionadas sem tabuleiro, a olhar para o diagrama; no final do livro encontram-se as soluções de todos os diagramas. Começa com posições de mate em 1, depois mate em 2, mate em 3, posições de finais, de combinações, e partidas miniatura ordenadas por temas tácticos. O livro está muito bem organizado e os problemas são interessantes. Um elemento para treino, adequado para um treino prolongado (veja o volume do mesmo); entenda-se como uma caixa de vitaminas e sais minerais, para tomar ao longo de meses. 1104 páginas.

RETI, Ricardo (1960). Finales en Ajedrez (Estudios Completos). Editorial Grabo, Buenos Aires.
Livro dos estudos completos de Ricardo Reti publicado postumamente. Uma linda capa nesta edição argentina. 94 páginas.

SANTOS, Luís (1996). 555 Problemas de Xadrez. Editorial Caminho, Lisboa.
Problemas clássicos e partidas para tentar adivinhar o lance ganhando pontos e uma avaliação final da força de jogo. Livro divertido, mas exigente. 229 páginas.

SMYSLOV, V. V. (1991). Partidas Selecionadas de V. V. Smyslov 1935-1958. 10ª edição, Ibrasa, São Paulo.
Um dos livros favoritos da minha colecção, com uma capa muito bonita, o interior também muito cuidado. Tem a notação descritiva que neste livro até lhe fica muito bem e dá-lhe personalidade; deve notar-se que a notação descritiva utilizada em Portugal e no Brasil é muito elegante. O livro em si são 60 partidas de Smyslov comentadas pelo próprio, com grande estilo. As partidas são marcadas por um grande sentido de equilíbrio e harmonia entre os elementos dinâmicos da táctica e os elementos estáticos do jogo posicional; os comentários são de elevada qualidade e todos os jogos muito agradáveis de seguir. Para além das partidas tão bem comentadas quem tem o livro ainda pode ler uma breve nota biográfica escrita pelo autor, e textos escritos sobre ele por outros autores, incluindo um texto mais extenso da autoria de Romanowsky onde este traça uma biografia de Smyslov e se dedica a fazer uma análise do seu estilo, inclusivamente recorrendo à analise de posições significativas surgidas nos seus jogos. Um livro que tenho em grande apreço e só posso recomendar. Para além de mais, Smyslov é das figuras mais simpáticas entre os grandes do xadrez, uma personalidade equilibrada e um cavalheiro. 221 páginas.

SUETIN, Aleksei (1981). Spanische: Klassisches System bis Offene Verteidigung. Sportverlag, Berlin.
Volume dedicado aos sistema clássicos e abertos da Abertura Espanhola. Um bom trabalho. Como sempre nesta colecção, excelente papel e excelente decoração em capa dura. Os diagramas são magníficos com as já mitológicas peças de tipo Berlim, que eram usadas por esta editora. 249 páginas.

TAIMANOW, Mark (1988). Hollandisch bis Bird-Eroffnung. Sportverlag, Berlin.
Uma monografia sobre a Defesa Holandesa, completa e bem organizada. Da mesma colecção que o anterior, e por isso somando todas as vantagens referidas. 255 páginas.

TARTAKOWER, Dr. S. & DU MONT, J. (1975). 500 Master Games of Chess. Dover Publications, New York.
Uma das melhores colecções de xadrez clássico e histórico. Todos os grandes do passado e as suas melhores partidas até 1938, que é a data das mais recentes compiladas no livro. Cada partida é antecedida de um breve comentário que apresenta o tema essencial nela presente, e é depois acompanhada de comentários frugais mas muito pertinentes. No final é de grande utilidade o índice de jogadores em presença com indicação da localização dos seus jogos no livro. 665 páginas.

TAULBUT, Shaun (1989). Positional Chess. Batsford, London.
Temas estratégicos (jogo posicional) explicados através da análise de algumas dezenas de partidas, uma boa parte delas jogadas pelo autor. O livro resulta coerente. Não sendo muito ambicioso na sua estrutura, acaba por resultar bem. 111 páginas.

TRIFUNOVITCH, Petar (1973). Fischer-Spassky: Pelo Ceptro do Xadrez. Editorial Presença, Lisboa.
Um clássico da literatura xadrezística portuguesa. Trata-se do livro de Trifunovitch sobre o match de 1972, precedido de uma apresentação das carreiras dos dois campeões, que nesta edição portuguesa é acompanhado com a publicação das cronicas diárias de João Cordovil publicadas no "Diário Popular" durante o período em que durou o match. As partidas estão bem comentadas; há alguns elementos biográficos sobre os dois jogadores do match; as crónicas estão bem interessantes. Uma pérola antiga. 323 páginas.

VARNUSZ, Egon (1990). Defensa Caro-Kann. Ediciones Martinez Roca, Barcelona.
Um livro muito completo, claro e fiável sobre esta defesa. Um dos livros de aberturas melhor escritos de que tenho conhecimento, esclarece perfeitamente as intenções de cada sistema e estrutura e o tipo de plano a seguir em cada uma delas, para cada um dos lados do tabuleiro. Verdadeiramente útil e recomendável para os apreciadores da Caro-Kann. 214 páginas.

WENZ, Hans (1992). Akiba Rubinstein: Ein Leben für das Schach. Joachim Beyer Verlag, Hollfeld.
Com a análise de 35 partidas completas de Rubinstein, mais 34 partidas a partir de uma posição crítica. Um livro bem estruturado, e que até apetece ler, só é pena que ando com falta de tempo para ele. Também este livro foi oferta do maeck, parece que ele depois de o comprar descobriu que já tinha um quase igual... sorte a minha! 110 páginas.

YUSUPOV, Artur (1994). Defensa Petrov (1). Ediciones Ajedrez Internacional, Madrid.
Livro com estilo moderno e muito bem organizado sobre a Petrov. Este volume trata só de uma das variantes (1. e4 e5 2. Cf3 Cf6 3. d4). O segundo volume que estava previsto com o resto da Petrov nunca chegou a ser publicado por esta editora. 202 páginas.





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